Alessandra Campêlo diz que não se alia a golpista para Carlinhos Bessa

Alessandra Campêlo diz que não se alia a golpista para Carlinhos Bessa

Da redação

 

Durante sessão plenária nesta quinta-feira (3), a deputada Alessandra Campêlo (MDB), disse que não se alia a golpista, direcionando o discurso para o deputado estadual Carlinhos Bessa (PV). A discussão é devido a uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que prevê a antecipação da eleição para a Mesa Diretoria.

A deputada Alessandra Campêlo acusou o deputado Josué Neto (PRTB) de orquestrar um golpe para cassar o mandato do governador Wilson Lima (PSC), por conta da PEC n° 05/2020.  

De acordo com a deputada, Carlinhos Bessa a chamou e pediu para ficar calma, que ele estaria ‘resolvendo’, tudo.

Alessandra Campêlo chegou a acusar Roberto Cidade de ter mandado uma mensagem para o governador Wilson Lima, afirmando que seria o presidente e que salvaria o governo. Segundo a deputada, Cidade chegou a reunir com o governador até às 3h da manhã pedindo apoio e afirmando que seria amigo do governador.

“Por isso, nunca fui chamada para fazer parte do golpe. Na legislação passada queriam me chamar para o golpe de um governador, que eu me neguei”, disse Alessandra.

Ao subir na tribuna, a deputada Joana Darc (PL), disse que ‘golpe’ estaria sendo orquestrado pelo colega Roberto Cidade (PV).

“Deputado Roberto Cidade chegou a comprar votos, no valor de R$ 200 mil”, denunciou Joana Darc.

PEC

A presente Proposta de Emenda à Constituição (PEC) tem a finalidade de alterar o dispositivo constitucional que versa sobre a data da eleição da Mesa Diretora do poder Legislativo para o segundo biênio da legislatura, a qual é atualmente fixada “às quinze horas do dia em que ocorrer o última reunião ordinária da segunda sessão legislativo”, de modo a permitir que a aludida eleição se realize, ao invés de no último dia, dentro dos 30 (trinta) dias que antecederem a data da última reunião ordinária.

O documento é assinto pelos deputados: Carlinhos Bessa, Roberto Cidade, Adjuto Afonso (PDT), Delegado Péricles, Álvaro Campelo, Serafim Corrêa (PSB) e Wilker Barreto (Podemos).

O Projeto foi aprovado com voto aprovado com os votos contrários de Alessandra, Abdala, Saulo e Joana Darc.